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Tarifa de energia por distribuidora: quanto custa o kWh em cada uma

A tabela completa das tarifas residenciais homologadas pela ANEEL, distribuidora por distribuidora, com o que o número inclui e o que ele deixa de fora.

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Tarifa de energia por distribuidora: quanto custa o kWh em cada uma
Resposta curta

A tarifa residencial homologada pela ANEEL varia de R$ 0,4773 a R$ 1,5692 por kWh conforme a distribuidora — uma diferença de 229% pela mesma energia. Entre as distribuidoras empresa, a mais cara é a Enel Rio (R$ 1,0611) e a variação chega a 75%. Esse valor é a soma de TE e TUSD e não inclui ICMS, PIS/COFINS, bandeira tarifária nem iluminação pública, então o que aparece na sua fatura é sempre maior. O consumidor residencial não escolhe sua distribuidora - ela é definida pela área de concessão de onde você mora.

O número que você não escolhe

O consumidor residencial brasileiro não escolhe sua distribuidora de energia. Ela é definida pela área de concessão de onde você mora, opera em regime de monopólio, e cobra a tarifa que a ANEEL homologa.

A consequência é direta: duas casas com o mesmo consumo, em estados vizinhos, pagam valores diferentes pela mesma energia — e nenhuma das duas teve escolha nisso.

Esta tabela mostra quanto custa o kWh em cada distribuidora do país, da mais cara para a mais barata.

Antes da tabela: o que esse número é

A tarifa homologada é a soma de duas parcelas:

E, mais importante, o que ele não é: não inclui ICMS, PIS/COFINS, contribuição de iluminação pública nem bandeira tarifária. Todos esses entram depois, na sua fatura.

Por isso o número da tabela é sempre menor que o que você paga. Ele serve para comparar distribuidoras entre si em condições iguais — não para prever sua conta. Se quiser entender cada linha da fatura, veja o glossário da conta de luz.

As distribuidoras

Estas são as distribuidoras constituídas como empresa — concessionárias e permissionárias que atendem cidades, regiões metropolitanas e a grande maioria da população brasileira. É aqui que quase todo mundo vai encontrar a sua.

#DistribuidoraR$/kWh
1Enel Rio (RJ)1,0611
2Energisa Tocantins (TO)1,0061
3Energisa Mato Grosso do Sul (MS)0,9866
4Equatorial Pará (PA)0,9783
5Equatorial Piauí (PI)0,9467
6RGE Sul (RS)0,9446
7Energisa Minas Gerais (MG)0,9190
8Cemig Distribuição (MG)0,9033
9Energisa Mato Grosso (MT)0,8994
10Equatorial Goiás (GO)0,8918
11Light (RJ)0,8806
12Neoenergia Coelba (BA)0,8777
13Âmbar Amazonas (AM)0,8757
14Energisa Acre (AC)0,8738
15Equatorial Alagoas (AL)0,8514
16Equatorial Maranhão (MA)0,8432
17Energisa Rondônia (RO)0,8414
18Neoenergia Brasília (DF)0,8267
19CEA Equatorial (AP)0,8251
20Equatorial CEEE (RS)0,8220
21CERIPa0,8212
22CHESP0,8197
23CPFL Santa Cruz (SP)0,8126
24Neoenergia Pernambuco (PE)0,7989
25Neoenergia Elektro (SP)0,7960
26Âmbar Roraima (RR)0,7895
27Enel São Paulo (SP)0,7894
28EDP Espírito Santo (ES)0,7893
29EDP São Paulo (SP)0,7867
30Neoenergia Cosern (RN)0,7758
31Copel Distribuição (PR)0,7680
32Energisa Sergipe (SE)0,7546
33SULGIPE0,7546
34Enel Ceará (CE)0,7498
35ELFSM0,7454
36CPFL Piratininga (SP)0,7397
37CPFL Paulista (SP)0,7395
38COCEL0,7344
39UHENPAL0,7344
40MUXENERGIA0,7018
41Celesc Distribuição (SC)0,6957
42EFLJC0,6957
43DEMEI0,6915
44ELETROCAR0,6847
45DCELT0,6835
46Energisa Paraíba (PB)0,6756
47EFLUL0,6510
48PACTO ENERGIA PR0,6424
49DMED0,6176
50HIDROPAN0,6052

As cooperativas de eletrificação rural

Estas são cooperativas — atendem áreas rurais delimitadas e um número pequeno de associados cada. Se você mora em cidade, sua distribuidora não está nesta lista.

Elas aparecem separadas por um motivo que fica evidente nos números: as seis tarifas mais caras do Brasil são todas de cooperativas, e a mais barata do país também é. Sendo pequenas, elas diluem o custo de rede entre poucos consumidores, e o resultado depende muito das condições locais — o que empurra os extremos nas duas direções.

#DistribuidoraR$/kWh
1CERES1,5692
2CERCI1,5009
3COOPERNORTE1,3711
4CERAL ARARUAMA1,2063
5CERTREL1,1273
6CEDRAP1,0908
7CERPALO1,0152
8CERCOS1,0144
9CERAL ANITÁPOLIS1,0019
10CERIS0,9800
11CERMC0,9691
12CEREJ0,9619
13CERGRAL0,9343
14CETRIL0,9100
15CEDRI0,8859
16CERIM0,8823
17CEPRAG0,8639
18CERVAM0,8636
19CERFOX0,8024
20Ceraçá0,7955
21COOPERZEM0,7938
22CEJAMA0,7905
23CERGAL0,7735
24CERNHE0,7662
25CELETRO0,7513
26COORSEL0,7469
27CERRP0,7425
28CERPRO0,7425
29COOPERSUL0,7377
30CERTEL ENERGIA0,7363
31CEMIRIM0,7322
32CERMOFUL0,7157
33CERGAPA0,7150
34CERMISSÕES0,7140
35COOPERALIANÇA0,6957
36CASTRO-DIS0,6817
37COOPERA0,6643
38CERSAD DISTRIBUI0,6608
39CRELUZ-D0,6485
40CERAL-DIS0,6364
41COOPERMILA0,6360
42CERTAJA0,6333
43CERBRANORTE0,6314
44CERTHIL0,6064
45COPREL0,6042
46CERSUL0,5806
47COOPERCOCAL0,5701
48CERILUZ0,5517
49CEGERO0,5349
50CODESAM0,5342
51COOPERLUZ0,4773

Por que a diferença é tão grande

Considerando todo o país, a tarifa mais cara é 229% maior que a mais barata. Mesmo olhando só as distribuidoras empresa, a diferença chega a 75%.

Isso não é arbitrariedade. A tarifa cobre o custo de operar uma rede, e esse custo muda radicalmente conforme a geografia:

Metodologia

Os valores vêm da base de tarifas homologadas da ANEEL, disponível no portal de dados abertos da agência, com a base gerada em 16 de julho de 2026.

Filtramos por: tarifa de aplicação, subgrupo B1, classe e subclasse residencial, modalidade convencional, vigência ativa na data de publicação. Ficaram de fora tarifa social, baixa renda e a modalidade branca, que seguem regras próprias. O valor é a soma de TUSD e TE, convertida de R$/MWh para R$/kWh.

A separação entre empresa e cooperativa foi feita pela razão social registrada na ANEEL — não é uma classificação nossa. Um registro sem identificação de distribuidora na base da agência foi excluído.

Cada distribuidora tem seu próprio mês de reajuste anual, então a tabela reflete o que está em vigor hoje, não um retrato de uma data única. Um reajuste homologado amanhã muda a posição de quem o recebeu.

O que dá para fazer

Trocar de distribuidora não é uma opção para o consumidor residencial — o monopólio da área de concessão é o desenho do setor, não uma falha dele.

O que mudou com a Lei 14.300 é outra coisa: passou a ser possível receber créditos de energia gerados por uma usina solar, abatidos na fatura da sua própria distribuidora. Você continua cliente dela, continua recebendo a mesma conta, e a energia continua chegando pelo mesmo fio. O que muda é de onde ela veio — e o valor.

Se quiser entender como isso funciona na prática, e principalmente o que esse desconto não cobre, veja a conta honesta da energia por assinatura.

Perguntas frequentes

Qual a distribuidora de energia mais cara do Brasil?

Considerando a tarifa residencial B1 homologada pela ANEEL, a mais cara é a CERES, uma cooperativa de eletrificação rural do Rio de Janeiro, a R$ 1,5692 por kWh. Entre as distribuidoras empresa, que atendem a grande maioria da população, a mais cara é a Enel Rio, a R$ 1,0611 por kWh.

Por que a tarifa da tabela é menor que a da minha conta?

Porque a tarifa homologada é a soma de TE e TUSD, sem tributos. Sobre ela ainda incidem ICMS (que varia por estado), PIS e COFINS, mais a contribuição de iluminação pública definida pelo seu município e o adicional de bandeira tarifária do mês. A conta final é sempre maior que o número da tabela.

Posso trocar de distribuidora se a minha for cara?

Não, se você é consumidor residencial. A distribuidora opera em regime de monopólio na sua área de concessão e é definida por onde você mora. O que pode mudar é a origem da energia, por geração distribuída — mas quem entrega, mede e fatura continua sendo a mesma distribuidora.

Por que cooperativas rurais têm as tarifas mais caras e também as mais baratas?

Porque elas são pequenas e atendem áreas específicas, então o custo de rede é diluído entre poucos consumidores e o resultado depende muito das condições locais. Isso empurra os extremos nos dois sentidos — as seis tarifas mais caras do país são de cooperativas, e a mais barata também é.

De quando são esses valores?

São as tarifas vigentes em 16 de julho de 2026, extraídas da base de tarifas homologadas da ANEEL. Cada distribuidora tem seu próprio mês de reajuste anual, então a tabela mistura vigências que começaram em datas diferentes ao longo do ano.

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Sua distribuidora está no topo da lista?

Você não escolhe quem entrega a energia — mas em boa parte do país dá para escolher de onde ela vem.

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